Categorias
Patagônia

Dia 29 – 908 km – Punta Arenas, Puerto Natales, Torres del Paine e de volta a Argentina em El Calafate

Alguem ai tem uma bola de volei para eu chamar de Wilson?

Realmente acho que fiquei preguiçoso desde a minha chegada em Punta Arenas no Chile, mas gostaria de começar esse tópico dando um alerta a todos os viajantes. Se vocês forem ao Chile tomem muito cuidado com o PISCO, como as pessoas locais dizem por aqui “Pisco te mata!”. Bom vou evitar escerver muito e colocar logo as fotos.

Só aviso que o engraçadinho que tirou as fotos passou mal dentro da propria barraca e fez a maior sujeira. Eu não fui o único, só fui o primeiro! rsrsrs

Anyway finalmente saí do excelente e divertidissímo Hostel Independencia em Punta Arenas e pedalei sozinho até a proxima cidade chamada Puerto Natales, destino para todos aqueles que querem visitar o Parque Nacional Torres del Paine. Foram dois dias de pedalada e confesso que foi meio apavorante acampar pela primeira vez no meio do nada, sem ninguem por perto e ao lado de uma estrada (foto ao lado). Nunca cozinhei um macarrão tão rápido para dormir logo e continuar a pedalar no outro dia.

Chegando em Puerto Natales encontrei o camping/hostel chamado Casa Lili, 2500 pesos chilenos (aprox. 5 dolares americanos) com wifi, chuveiro quente, cozinha etc. Recomendado para quem quer gastar pouco! O único problema é que se você for acampar ficará meia hora pesquisando o melhor lugar para por a barraca já que o cachorro da foto ao lado chamado Ewoke (sim, igual ao personagem do filme Star Wars) faz suas necessidades em todos  lados e você não vai quere dobrar uma barraca cheia de bosta!

Aproveitei para descansar e fiquei coçando dois dias no hostel. Quase deixei de conhecer o lindíssimo Parque Nacional Torres del Paine se não fosse a oferta de carona dada pelo amigo australiano Dean em sua moto russa, réplica de uma BMW utilizada pelos alemães na Segunda Guerra.

O parque possuí mais de 100km de trilhas, dentre elas a mais famosa é o W que adentra praticamente todas as montanhas e glaciares do parque. Como eu estava com uma mochila terrível comprada por 12 doláres na Zona Franca em Punta Arenas optei por fazer só 2 dias de caminhada e conhecer as famosas Torres del Paine. A trilha em sí é maravilhosa mas chegar ao mais alto ponto de observação 3 horas depois de caminhadas ingremes e cansativas é uma sensação indescritível. Como é lindo tudo aqui de cima (foto da esquerda)!

Como o Dean iria continuar por 5 dias fazendo as trilhas do parque tive que pegar um ônibus por 5000 pesos chilenos de volta para a cidade de Puerto Natales. Ao chegar no camping comecei a arrumar minhas coisas para a partida de bike. Como eu sabia que seria uma longa viagem até El Calafate fui ao mercado e comprei suprimentos para os proximos 4 dias com alguma margem de erro. Enchi minhas garrafas pet de água e deixei tudo pronto para partir cedo, nunca tinha visto minha bike tão pesada, 5 dias de comida + 7 litros de água + 50kg de equipos! God Dammit!

8 da manhã o despertador toca, tomo meu café da manhã com leite em pó, sucrilhos, pão com geléia de pêssego e café e caio na estrada. Faltam 270km para El Calafate, tenho que cruzar a fronteira do Chile com a Argentina e andar entre 60 a 90 km para achar lugar com água potavel. Após 70km pedalados com o relógio da bike mostrando 19:00 e o sol começou a se por, tive que para de pedalar e montar o acampamento. A direita segue a foto do isolado local. Esses são os pampas argentinos, milhares de quilometros quadrados sem se quer uma árvore, somente pequenos arbustos de 10 cm e alguns animais como Guanacos, Cordeiros e Falcões Pelegrinos.

No outro dia acor’dei as 9 da manhã e fui lavar a louça da noite passada (essa eu aprendi com o Francês), nos acampamentos selvagens deixamos a louça suja para fora da barraca e como sempre há chuva ou condensação de água na madrugada a penela amanhecerá humidecida, permitindo a lavagem das mesmas sem gastar água potavel para beber. O problema é a falta de coragem para lavar louça com água à 2, 3 graus!

Já n metade do dia surge no horizonte um outro cicloturista! Ele é da Suiça e esta pedalando hà 2 anos pelo mundo. Da América do Sul viajará para a Africa onde começará a pedalar de volta a seu país natal.

Com o odômetro marcando 70km e o sol começando a se por novamente preparei o acampamento, fiz o clássico arroz com sardinhas e fui dormir. Na manhã seguinte fui acordado por um vento fortissímo e ao desmontar o acampamento retirei todos os espeques da barraca e a vi voar como uma pipa, tive que correr centenas de metros para alcança-la.

Aproveitei este vento que estava ao meu favor e pedalei por mais de 140 km ontem até chegar em El Calafate de onde escrevo. Nunca havia pedalado tanto! Estou meio morto até agora por isso tirei o dia para não fazer nada, só escrever no blog. Amanhã visitarei o Glaciar Perito Moreno e depois de amanhã quero começar a pedalar rumo El Chalten.

Agradeço aos familiares pelos comentários desesperados, à namorada e todos os amigos que de alguma forma estão comigo na pedalada desde o Fin del Mondo.

Categorias
Patagônia

Dia 17 – 498 km – Cruzando o Estreito de Magalhães rumo a Capital da Patagônia no Chile

Como de costume saímos muito tarde do hostel de Rio Grande, por volta das 14:00. Na periferia da cidade avistamos o monumento em homenagem aos mortos na Guerra das Malvinas, paramos para tirar umas fotos e logo vieram os primeiros curiosos. Dessa vez eram veteranos da guerra que estavam ao lado construindo uma tenda para um festival que aconteceria em memoria aos 20 anos da guerra. Ali mesmo tivemos uma aula sobre o monumento, contada por ninguém  menos dos que estiveram lá. Tiramos fotos, contamos sobre nossa viagem e saímos em direção a Ruta 3, como sempre com muito vento contra.

Pedalamos até o sol começar a se por e encontramos a belíssima Estância Violeta, pouco menos de 30km ao norte da cidade de Rio Grande. Batemos palmas e logo saiu um senhor meio desconfiado que após explicarmos sobre a viagem nos concedeu uma casa ao lado da sua que estava em reforma, com aquecedor, fogão, banheiro. Mesmo assim preferimos montar as barracas do lado de fora pois o céu estava fantástico (é impressionante velo de um lugar pouco iluminado com tão pouca poluição, parece mais um planetário).

Saímos cedo e os ventos tinham dado uma trégua, ainda restavam 60km até a fronteira com o Chile e apertamos o passo, mesmo assim fomos alcançados pelo francês que estava hospedado no mesmo hostel em Rio Grande e passamos a pedalar em trio. Durante a pedalada avistamos aqueles extratores de petróleo old-style e na hora de chegar perto para tirar uma foto a primeira queda da bike (Dica Óbvia: Nunca saia de uma via asfaltada para o rípio com velocidade superior a 20km com uma bicicleta pesando 50kg, a chance de dar merda é altíssima) de qualquer forma só ganhei uns arranhões na mão já toda cortada pelo frio. Pedalamos por mais algumas horas e chegamos finalmente a cidade de San Sebastian da Argentina, o Chile possuí uma San Sebastian também do outro lado igualmente pequena só para os tramites fronteiriços Ganhei meu primeiro carimbo chileno e continuamos o pedal, recebemos uma informação de outros ciclistas que esta estrada possui vários abrigos então continuamos pedalando pelo rípio até acha-los, avistamos ao lado da estrada os resquícios da disputa da Terra do Fogo, alguns quilômetros de campos minados.  Chegamos ao primeiro abrigo, uma casa muito simples só com teto, sem janelas ou portas (que descobrimos depois que foram todas roubadas) e tentamos sem sucesso fazer uma fogueira pois as madeiras estavam todas molhadas então resolvemos usar os fogareiros para fazer obviamente o arroz hermoso.

Acordamos bem cedo a ponto de ver o sol nascer, numa tentativa inútil de evitar o vento que sabíamos que seria forte. Fazia muito sol mas o rípio estava todo enlamaçado por causa da forte chuva do dia passado e um vento que nunca havia visto na minha vida vinha na nossa cara. Achei que seria difícil encontrar uma situação tão ruim quanto foi a Serra dos Lima (trecho do Caminho da Fé em Minas Gerais que completei no ano passado), mas esse vento da patagônia é de matar. Foram 30km de puro sofrimento, nas subidas mais leves tínhamos que empurrar a bicicleta e nas decidas pedalávamos com muito esforço e marchas mais leves para atingir uns 6km/h. Ao avistarmos um outro abrigo optamos por pedir carona para algum caminhoneiro (nestas condições levaríamos no mínimo três dias para percorrer 100km até o Estreito de Magalhães). Dito e feito, após umas tentativas e o dia quase se pondo conseguimos uma carona com o Guilhermo, um caminhoneiro que carregava madeira para a nossa cidade de destino. Após 1 hora de conversa dentro do caminhão chegamos a simpática cidade de Porvenir, 15.000 habitantes e nos hospedamos no Hostel Central por 15000 pesos chilenos.

No outro dia fomos dar um giro pela cidade e comer o prato típico recomendado pelo Guilhermo chamado Peixe-Rei acompanhado da cerveja Austral (tudo uma delicia, prato recomendadíssimo). Às 15:00 nos dirigimos ao Ferry Boat que saí todos os dias às 17:00 rumo a cidade de Punta Arenas, do outro lado do Estreito de Magalhães. O preço é 5100 pesos chilenos e as bicicletas não pagam nada. Na saída tivemos a presença de muitas gaivotas e golfinhos.

Após 2 horas chegamos ao outro lado do Estreito e no porto de Punta Arenas avistamos as fragatas que estão participando da Regata Velas Sudamérica. Desembarcamos e fomos logo visitar o navio veleiro do Brasil, chamado de Cisne Branco. Ao chegarmos os marinheiros avistaram as bikes com as bandeiras e logo nos convidaram para conhecermos o interior do veleiro, tudo é muito lindo e novo. O barco foi construído na Holanda e entregue ao Brasil em 2000.

Conversamos muito com os tripulantes, ganhamos boné, livros da marinha e alguns até arriscaram uma volta na bike carregada.

Estou impressionado com a cidade, sinto-me muito bem aqui. As bicicletas ficam sem cadeados do lado de fora dos locais que visitamos, não se vê um lixo no chão, para qualquer coisa que você consome sejam 20 minutos de uso de internet ou a compra de um chiclete na padaria há nota fiscal, os prédios tem um estilo clássico e muito bem cuidados. Poderia morar aqui sem problemas nenhum.

Nestes dias arrisquei fazer crepes, patinar no gelo e fomos visitar os Pinguins Magalhânicos.

Estamos hospedados no Hostel Independencia, muito bom e barato. 2500 para acampar ou 5000 para os quartos compartilhados. Possui um café da manhã fantástico e muitos gatos.

Ouvindo Fica de Chico Buarque mando abraços e beijos a todos da família, aos amigos e à namorada que tanto faz falta.

Abaixo as fotos (como a galeria de fotos do WordPress é um lixo recomendo clicar nas fotos apertando a tecla Shift, dessa forma elas abrirão em outra janela).

Categorias
Patagônia

Dia 10 – Beira da Estrada, Rio Grande e muito, muito vento

Tivemos uma excelente noite de sono em Tolhuin, dorminos na Panaderia La Union totalmente grátis. É o maior prédio da cidade, uma padaria em que o dono cedeu o andar de cima para viajantes de todo o mundo. Lá conversamos com alemães, argentinos, sul coreanos e americanos. Entre as varias historias tem a do Andrew que aos 19 anos de idade após sair do colégio resolveu cair na estrada e em 5 meses chegou de Minessota até Ushuaia de bicicleta, quase 150km pedalados todos os dias, ele me contou que em toda a sua viagem eu sou a pessoa mais nova fazendo uma cicloviagem que ele já conheceu. Seu grupo no facebook é o http://www.facebook.com/group.php?gid=157084847420, a melhor parte da conversa foi a discussão entre a história do Pescador e o Homem de Negócios. É impressionante como quase todos esses viajantes sobrevivem com muito pouco dinheiro e montam estratégias para que quando a fonte estiver secando estejam proximos a alguma cidade ondem podem arranjar qualquer trabalho temporario, fazer mais dinheiro e continuar viajando, o alemão da foto ao lado esta à 5 anos na estrada.

Após fazermos o mercado (molho, atum, macarrão, alho, cebola, maçãs) saímos. 115km nos separavam de Rio Grande e na metade do caminho resolvemos parar e fazer um acampamento na beira da estrada com direito a fogueira tão recomendada pelos amigos alemães e argentinos. Nesse trajeto vimos muitos Guanacos, Vacas, Patos e Ovelhas. É incrível o tamanho dos pastos aqui. Se pedalam por quilometros e quilometros até chegar a uma estância (fazenda).

Depois de montar o camping fiz um “macarrão a lenha”, demos um jeito de encaixar as panelas em cima da madeira e cozinhar tudo. Ficou particularmente divino (ou era a fome mesmo), matamos mais uma garrafa de vinho (peso obrigatório na bagagem que já soma quase 50kg).

A quantidade de veículos nesse trecho da Ruta 3 é muito baixo, portanto a noite foi muito tranquila.

Acordamos 10:30, preparamos o café e pedalamos por mais uns 30 km até avistarmos pela primeira vez o Oceano Atlântico, os ventos vindos do oeste foram a pior parte do trajeto mas o dia estava lindo e ouso dizer que esta foi a paisagem mais bonita que eu já ví em toda a minha vida.

No meio do caminho mais um cicloturista, já somamos 10 loucos pela Patagônia. Desta vez um engenheiro japonês, largou tudo no Japão para descer do Alaska a Ushuaia de bicicleta. Esta a 10 meses na estrada e depois começará a subir rumo ao Brasil, completando um tipo de V na América do Sul.

Chegamos ontem as 18:00 em Rio Gallegos, achamos um albergue que aceita barracas por 30 pesos com café da manhã, ainda fomos recebidos em português. Um brasileiro chamado José esta trabalhando aqui já fazem alguns meses, ele é quimico mestrado pela USP e esta fugindo um pouco da loucura de São Paulo. O albergue se chama Hostel Argentino, recomendado!

Aproveitamos que esta é uma cidade grande (maior que Ushuaia, por volta de 80.000 habitantes) para dar uma geral na roupa, lavamos quase todas as peças de roupas por 6 pesos. Hoje descansaremos e amanhã seguimos para San Sebastian, enfretar muito rípio (disseram que este trecho é o pior de todos).

Abaixo algumas fotos.

Categorias
Patagônia

Dia 7 – 198 km – Lago Escondido, Tolhuin e muita hospitalidade

Passamos mais tempo do que esperavamos em Ushuaia, mas tudo bem, a cidade é maravilhosa e a conhecemos de ponta a ponta. A cada minuto que passa ficamos muito felizes com a hospitalidade do povo Argentino. Dia 17 fomos ao Glaciar Perito Moreno já no final da tarde e tivemos o prazer de conhecer o Jorge, segurança noturno do parque que gentilmente ao pedirmos água nos convidou ao abrigo onde pudemos tomar um bom café e conversar desde a economia da Argentina às praias brasileiras.

No outro dia uma surpresa, chegaram 5 cicloturistas. Um casal de ingleses, um americano e um casal de canadenses que sairam de sua casa no Canada e não pararam de pedalar por 2 anos e meio, haviam acabado de chegar em seu destino final. Eles nos ajudaram bastante dando muitas dicas sobre como operar os nossos fogareiros e sobre o caminho que enfretaremos pela frente, afinal, ninguem melhor que eles para dizer.

Então ontem saímos rumo ao Lago Escondido, pedalamos por 70 km +- do camping municipal de Ushuaia (próximo ao Trem do Fim do Mundo) até um lugar seguro para dormir. Enfrentamos muito vento vindo do norte para o sul, desfavorecendo muito a pedalada, e no meio do caminho o nosso primeiro Paso, o Paso Garibaldi. Subir 500m com 50kg de equipo, vento em alta velocidade vindo na sua cara não foi facil mas chegar ao topo é uma sensação indescritivel. Logo a nossa frente a maravilhosa paisagem do Lago Escondido, com a força do vento a chuva logo se transformava em pedrinhas de gelo que batiam com força em nossos anoraks e tivemos que descer rapidamente, digo que nunca senti tanto frio na minha vida. As roupas estavam suadas e a descida demorou longos 30 minutos. Se alguem quer testar alguma roupa de frio, o Paso Garibaldi é o cara.

Após a descida encostamos em um posto policial onde pudemos maisu ma vez provar da hospitalidade argentina, um oficial chamado Harrington logo abriu a porta e nos convidou para entrar. Fomos recebidos com café com leite, tortas fritas e pão negro com doce de abóbora (vejam as fotos), como estava tarde perguntamos se havia algum lugar para colocarmos as barracas e acampar, ele nos explicou que não poderia nos deixar dormir perto do posto policial mas que logo adiante havia uma casa da Defesa Civil que com certeza nos hospedaria. Dito e feito, pedalamos mais 1 ou 2 km até encontrar o local, logo o Adrian nos convidou para entrar e nos mostrou uma casa em construção que poderiamos colocar as bicicletas e os sacos de dormir (fotos abaixo).

Hoje de manhã nos despedimos e o Adrian pediu para assinarmos um livro de visitas, folheando o tal livro vimos dezenas de assinaturas inclusive a do Fábio Zander que em 2000 fez a Pedalada del Fuego descrita no livro do mesmo nome (que comprei em uma de suas palestras, na dedicatória ele escreveu “Que este livro te ajude a pedalar por aí”, realmente ajudou).

Vindo a Tolhuin mais três cicloturistas (todos vindo rumo sul), entre eles David que saiu de Minessota faz 1 ano e esta descendo até Ushuaia, depois daqui para onde ele vai? Para a Africa, cruza-la de ponta a ponta. Que inveja!

Agora estamos na Panadaria La Union em Tolhuin, aqui eles hospedam de graça cicloturistas do mundo todo, com direito a banho quente e Wifi de graça.

Atualizei o album das favoritas no Flickr, que pode ser visto aqui: http://www.flickr.com/photos/leandrorepolho/sets/72157623427740886/

Abaixo seguem as fotos do post

Categorias
Patagônia

Dia 2 – 21.4 km – Ushuaia

Cheguei! Ontem foi um dia cansativo. Acordei as 5:30, amarramos as bikes em cima do carro e partimos para guarulhos. Chegando lá, checkin, troca dinheiro, faz a triste despedida dos pais e embarca.

Nosso voo deu uma atrasada, chegamos as 8:30 em Ushuaia e começamos a bagunça, com direito a sujar a mão de graxa nos primeiros minutos em solo Argentino para colocar o cambio traseiro. Duas horas de arrumação depois, saimos a caça do tal camping La Pista del Andino, andamos 11km até acha-lo, meio longe do centro. No meio da noite acordei rangendo os dentes de frio, dormi só de calça e blusa de lão finissimas e o saco de dormir não foi tão eficiente quanto eu pensava. Portanto hoje fomos as compras, comprei um novo saco de dormir e um fogareiro Primus que queima combustiveis liquidos e a gas, top de linha por 800 pesos, um terço do preço do Brasil. Agora num café, tomando um chocolate quente e vendo as montanhas já cobertas de neve escrevo e deixo as fotos abaixo.

Sairemos depois de amanhã cedinho rumo ao Lago Escondido para fazer camping selvagem, 60km de pedalada com a bike toda carregada, pelo menos ainda não virá o ripio.

Seguem as fotos: